Como alterar de Simples Nacional para Lucro Presumido? Contador explica

Para empresas que cresceram ou mudaram de perfil, saber como alterar a tributação de Simples Nacional para Lucro Presumido pode ser crucial para manter a conformidade fiscal e otimizar a carga tributária. Contudo, essa migração exige planejamento e conhecimento técnico, pois envolve prazos legais, novas obrigações acessórias e mudanças no cálculo dos impostos.

Neste artigo, explicamos quando a mudança é viável, como realizar a transição com segurança e o que considerar antes de sair do regime simplificado.

Quando vale a pena mudar de regime?

Empresas do comércio ou do setor de serviços — como farmácias, autopeças e mercados — podem avaliar a troca de regime tributário em razão do faturamento, tipo de atividade, margem de lucro ou aumento das despesas operacionais.

Em geral, o Lucro Presumido se torna vantajoso quando:

  • A margem de lucro é superior à presunção legal;
  • A empresa não se enquadra mais nos limites do Simples Nacional (R$4,8 milhões/ano);
  • A carga tributária efetiva no Simples ultrapassa 13,33%;
  • A empresa tem poucos funcionários e alto faturamento.

Assim sendo, a decisão deve ser baseada em estudo técnico realizado por uma assessoria tributária qualificada.

Como alterar a tributação de Simples Nacional para Lucro Presumido

A mudança deve ser feita até o último dia útil de janeiro do ano-calendário em que a empresa deseja adotar o novo regime. Para isso, é necessário:

1. Solicitar a exclusão do Simples Nacional

O pedido é feito pelo portal do Simples Nacional, via e-CAC. É possível também ser excluído de ofício pela Receita, caso a empresa ultrapasse os limites legais.

2. Planejar a nova estrutura fiscal

A nova tributação envolve apuração separada de:

  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • PIS e COFINS (com alíquotas cumulativas);
  • ISS ou ICMS, dependendo da atividade e da localização.

3. Adequar obrigações acessórias

A empresa precisa se adaptar ao novo formato de entrega de declarações, como:

  • DCTF mensal;
  • EFD-Contribuições;
  • Escrituração Contábil Digital (ECD) e Escrituração Contábil Fiscal (ECF).

Riscos de não planejar a migração

Alterar de regime sem o devido acompanhamento contábil pode gerar penalidades e aumento da carga tributária. É provável, por exemplo, que:

  • A empresa perca benefícios fiscais locais;
  • Haja pagamento indevido de tributos, sem direito à recuperação tributária;
  • Ocorram falhas na escrituração que comprometam a apuração correta dos impostos;
  • A falta de controle financeiro prejudique o fluxo de caixa.

Portanto, antes de entender como alterar a tributação de Simples Nacional para Lucro Presumido, é preciso avaliar os impactos dessa transição sob a ótica da legislação federal, estadual e municipal — sobretudo em cidades como Florianópolis, Palhoça e Manaus, onde os regimes de ICMS e ISS podem impactar significativamente a estratégia tributária.

Mude com segurança: assessoria técnica faz toda a diferença

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